Região Sul
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Províncias:
Apecatu, Ape-ku, Caá,
Galibi, Iuru, Biaça
Principais famílias
Apecatu - Lewis, Cherchire,
Atkin
Iuru - Adam
História:
A região sul nunca
despertou grande interesse dos nobres que ocuparam o Grande Reino de Nictheroy.
Era considerada parte do Grande Reino, mas como região comunal. Devido à esse
pouco caso, ela passou a ser ocupada por servos fugindo da exploração na região
central e norte, refugiados das constantes guerras entre senhores, fora-da-lei
de todos os tipos, cavaleiros livres em busca de aventuras e algumas tribos
bárbaras que já estavam lá de forma espessada. Predominavam, portanto, pequenas
vilas pobres e unidades agrícolas familiares de camponeses livres.
Tudo isso mudaria a
partir do ano de 655 da Era Nova, quando expedições patrocinadas pelo Grande
Rei em conjunto com as principais famílias nobres da Região Central,
ultrapassaram a cordilheira Mictian e seu ponto mais ao sul e encontraram o “vale
próspero”, uma ampla planície irrigada por centenas de rios entre a cordilheira
Mictian e um braço dessa cordilheira, conhecida como cordilheira Paba. Depois
de muitas disputas as terras foram devidamente distribuídas e começou uma
extensiva produção alimentícia dos mais variados grãos, carne, couro e animais
para guerra. Isso afetou diretamente a região sul, já que grande parte do
excedente produtivo era exportado para o Império do Oeste. O vale próspero tem
seu litoral voltado para o terrível Grande Mar de ondas gigantes e monstros
terríveis, por isso a melhor forma de comercializar com o Império do Oeste era
atravessando a cordilheira em seu ponto mais sul e zarpando do porto mais
próximo que ficava na vila pesqueira Mbê. Os únicos que conheciam as trilhas
nas montanhas eram os homens livres que já viviam na base das montanhas e
passaram a cobrar altas taxas para guiarem as caravanas com segurança. A vila
de Mbê também rapidamente cresceu e prosperou, tornando-se já no início dos
anos 700 o principal porto do Grande Reino. Taba, um vilarejo no meio do
caminho terrestre para os reinos da região central, cresceu rapidamente como
principal feira-livre do Grande Reino.
Surgia assim a
burguesia comercial no Grande Reino enriquecendo cada vez mais e elevando
consigo a esquecida região sul. Porém, conforme a região crescia, se avolumava
também os problemas. Era cada vez mais comum a ação de piratas e corsários no
litoral da região, e bandidos nas estradas. Além disso, o Grande Rei em Ocara
passou a mostrar interesse em controlar melhor esse comércio e cobrar as taxas
e impostos reais, já que aquela era uma região pertencente ao Grande Reino e
sob controle direto do Grande Rei.
A região se tornou
violenta, com pequenos conflitos estourando a todo momento entre comerciantes e
bandidos, comerciantes e cavaleiros reais, cavaleiros reais e bandidos,
bandidos e bandidos e comerciantes e comerciantes. Mbê e Taba construíram muralhas
ao redor de suas cidades, mas isso não bastava. A situação conflituosa ganhou
ares de rebelião quando em 719 um decreto real proibiu que qualquer mercadoria
produzida no Grande Reino e exportada para o Império do Oeste fosse embarcada
em qualquer porto que não fosse o Grande Porto em Ocaraçu, cidade capital de
Ocara e sede do Grande Reino. As principais famílias da região, os Lewis em
Taba e os Adam em Mbê, eternos rivais, selaram a paz entre si e seus
patriarcas, Conrad Lewis e Gayle Adam, financiaram um exército mercenário que
rapidamente tornou-se tão poderoso como qualquer exército de qualquer um dos
reinos nobres. Eles marchavam para Ocara quando o próprio Grande Rei veio lhe
encontrar e ofereceu uma paz negociada. Ele manteria a obrigatoriedade de
exportação pelo porto real, mas oferecia a autonomia da região sul, desde que
jurassem lealdade ao Grande Rei. Com a possibilidade de cobrarem suas próprias
taxas e pacificar a região, os Lewis de Taba aceitaram de pronto o acordo, mas
os Adam de Mbê continuariam prejudicados pela proibição de exportação em seu
porto (o que era conveniente para os Lewis). Então, Conrad Lewis juntou seus
mercenários ao exército real e derrotaram Gayle Adam numa batalha perto da
fronteira com Ocara conhecida posteriormente por A Grande Traição, na província
Iuru, onde fica Mbê e Batalha de Independência, na província de Apecatu, onde
se localiza Taba. Assim, em 720 foi assegurada a autonomia da região sul que ficou
dividida em seis províncias, cujo governantes são eleitos pelos seus cidadãos
(ou seja, os homens, acima de 25 ciclos anuais com renda mínima determinada por
província).
Geografia:
A maior parte do
litoral fica baía de baíra. No litoral, onde ficam as duas principais cidades
(Taba e Mbê) o clima tem pouca variedade térmica diária e é ameno, com períodos
divinos bem definidos, podendo fazer frio nos períodos invernais. Seu interior,
onde predomina verdejantes planícies onduladas, as noites prometem ser frescas,
mesmo no dia mais quente do período de Ausûb. No extremo sul da região, o
período de Ausûb traz temperaturas amenas e os períodos invernais podem causar,
até mesmo, geadas e nevascas ocasionais.
O litoral oeste de
Biaça, voltado para o Mar Pequeno, assim como o litoral sul, já voltado para o
Grande Mar, é um imenso escarpado rochoso. Outra característica própria da
região é o canion caninana. Localizado num local onde já correra um imenso rio
por dentro da floresta, quando esta ocupava o espaço entre as cordilheiras e o
mar, agora era uma terra seca, com paredes abruptas em forma de penhasco, escavada
profundamente no calcário e difícil de atravessar. O canion marca a fronteira
entre as províncias de Apecatu e Iuru.
Por todo lado leste da
região, de norte à sul, na base da cordilheira corre um trecho da floresta de
Mundeo (bem menor que na região norte). A floresta tem sua fase de transição na
província de Galibi (cujo território é ocupado metade dele pela floresta) e
mais ao sul predomina uma floresta temperada, com pouca variedade de flora e
árvores espaçadas. Nessas florestas encontramos a majestosa araucária gigante,
uma árvore típica desse clima e que pode chegar a mais de oitenta metros de
altura. Na região sul, principalmente na província de Iuru, a floresta ganha
outro nome e passa a ser chamada de Floresta Encantada, isso graças a grande
variedade de criaturas fantásticas que é possível encontrar nelas e
principalmente devido ao povo Jeterê, um povo não humano, que vive nessas
florestas e que são atribuídos poderes mágicos.
O principal rio da
região é o rio Piraí, que corta a grande cidade de Taba ao meio, vindo das
montanhas no leste.
Economia:
A região dos maiores comerciantes
do Grande Reino, alguns com fortunas muito maiores que diversos grandes nobres
da região central e norte, a principal atividade não poderia ser outra senão o
comércio. Os burgueses do sul transportam mercadorias com seus navios e em suas
caravanas, cobrando um bom preço para isso, além de fazerem empréstimos cujos
juros lhes garantem alta rentabilidade. Fala-se que não existe um nobre que não
deva dinheiro para a família Lewis, mais rica família da região.
Outras atividades são,
por exemplo, a pesca: Mbê, aleijado de ter o maior porto do Grande Reino também
sobrevive da pesca nas calmas águas da baía de baíra, assim como diversas vilas
ao longo do litoral das províncias de Iuru e Apecatu e nas margens do rio Piraí.
Os guias das montanhas, especialistas na travessia da cordilheira na província
de Biaça, garantem sua renda e são a principal atividade da província. Na pobre
província de Galibi, a coleta de variados produtos feita na floresta tem grande
importância na economia local, apesar dos perigos oferecidos por essas
florestas (o principal deles são os terríveis lusions). A produção agrícola cumpre
o papel de abastecer as cidades (principalmente Taba) ou são unidades
familiares auto-sustentadas, porém poucos são os camponeses que não vivem
endividados com os comerciantes das cidades.

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