sábado, 7 de setembro de 2013

Descrição das regiões: Região Sul

Região Sul
Veja também esse mapa

Províncias:
Apecatu, Ape-ku, Caá, Galibi, Iuru, Biaça

Principais famílias
Apecatu - Lewis, Cherchire, Atkin
Iuru - Adam

História:
A região sul nunca despertou grande interesse dos nobres que ocuparam o Grande Reino de Nictheroy. Era considerada parte do Grande Reino, mas como região comunal. Devido à esse pouco caso, ela passou a ser ocupada por servos fugindo da exploração na região central e norte, refugiados das constantes guerras entre senhores, fora-da-lei de todos os tipos, cavaleiros livres em busca de aventuras e algumas tribos bárbaras que já estavam lá de forma espessada. Predominavam, portanto, pequenas vilas pobres e unidades agrícolas familiares de camponeses livres.
Tudo isso mudaria a partir do ano de 655 da Era Nova, quando expedições patrocinadas pelo Grande Rei em conjunto com as principais famílias nobres da Região Central, ultrapassaram a cordilheira Mictian e seu ponto mais ao sul e encontraram o “vale próspero”, uma ampla planície irrigada por centenas de rios entre a cordilheira Mictian e um braço dessa cordilheira, conhecida como cordilheira Paba. Depois de muitas disputas as terras foram devidamente distribuídas e começou uma extensiva produção alimentícia dos mais variados grãos, carne, couro e animais para guerra. Isso afetou diretamente a região sul, já que grande parte do excedente produtivo era exportado para o Império do Oeste. O vale próspero tem seu litoral voltado para o terrível Grande Mar de ondas gigantes e monstros terríveis, por isso a melhor forma de comercializar com o Império do Oeste era atravessando a cordilheira em seu ponto mais sul e zarpando do porto mais próximo que ficava na vila pesqueira Mbê. Os únicos que conheciam as trilhas nas montanhas eram os homens livres que já viviam na base das montanhas e passaram a cobrar altas taxas para guiarem as caravanas com segurança. A vila de Mbê também rapidamente cresceu e prosperou, tornando-se já no início dos anos 700 o principal porto do Grande Reino. Taba, um vilarejo no meio do caminho terrestre para os reinos da região central, cresceu rapidamente como principal feira-livre do Grande Reino.  
Surgia assim a burguesia comercial no Grande Reino enriquecendo cada vez mais e elevando consigo a esquecida região sul. Porém, conforme a região crescia, se avolumava também os problemas. Era cada vez mais comum a ação de piratas e corsários no litoral da região, e bandidos nas estradas. Além disso, o Grande Rei em Ocara passou a mostrar interesse em controlar melhor esse comércio e cobrar as taxas e impostos reais, já que aquela era uma região pertencente ao Grande Reino e sob controle direto do Grande Rei.
A região se tornou violenta, com pequenos conflitos estourando a todo momento entre comerciantes e bandidos, comerciantes e cavaleiros reais, cavaleiros reais e bandidos, bandidos e bandidos e comerciantes e comerciantes. Mbê e Taba construíram muralhas ao redor de suas cidades, mas isso não bastava. A situação conflituosa ganhou ares de rebelião quando em 719 um decreto real proibiu que qualquer mercadoria produzida no Grande Reino e exportada para o Império do Oeste fosse embarcada em qualquer porto que não fosse o Grande Porto em Ocaraçu, cidade capital de Ocara e sede do Grande Reino. As principais famílias da região, os Lewis em Taba e os Adam em Mbê, eternos rivais, selaram a paz entre si e seus patriarcas, Conrad Lewis e Gayle Adam, financiaram um exército mercenário que rapidamente tornou-se tão poderoso como qualquer exército de qualquer um dos reinos nobres. Eles marchavam para Ocara quando o próprio Grande Rei veio lhe encontrar e ofereceu uma paz negociada. Ele manteria a obrigatoriedade de exportação pelo porto real, mas oferecia a autonomia da região sul, desde que jurassem lealdade ao Grande Rei. Com a possibilidade de cobrarem suas próprias taxas e pacificar a região, os Lewis de Taba aceitaram de pronto o acordo, mas os Adam de Mbê continuariam prejudicados pela proibição de exportação em seu porto (o que era conveniente para os Lewis). Então, Conrad Lewis juntou seus mercenários ao exército real e derrotaram Gayle Adam numa batalha perto da fronteira com Ocara conhecida posteriormente por A Grande Traição, na província Iuru, onde fica Mbê e Batalha de Independência, na província de Apecatu, onde se localiza Taba. Assim, em 720 foi assegurada a autonomia da região sul que ficou dividida em seis províncias, cujo governantes são eleitos pelos seus cidadãos (ou seja, os homens, acima de 25 ciclos anuais com renda mínima determinada por província).

Geografia:
A maior parte do litoral fica baía de baíra. No litoral, onde ficam as duas principais cidades (Taba e Mbê) o clima tem pouca variedade térmica diária e é ameno, com períodos divinos bem definidos, podendo fazer frio nos períodos invernais. Seu interior, onde predomina verdejantes planícies onduladas, as noites prometem ser frescas, mesmo no dia mais quente do período de Ausûb. No extremo sul da região, o período de Ausûb traz temperaturas amenas e os períodos invernais podem causar, até mesmo, geadas e nevascas ocasionais.
O litoral oeste de Biaça, voltado para o Mar Pequeno, assim como o litoral sul, já voltado para o Grande Mar, é um imenso escarpado rochoso. Outra característica própria da região é o canion caninana. Localizado num local onde já correra um imenso rio por dentro da floresta, quando esta ocupava o espaço entre as cordilheiras e o mar, agora era uma terra seca, com paredes abruptas em forma de penhasco, escavada profundamente no calcário e difícil de atravessar. O canion marca a fronteira entre as províncias de Apecatu e Iuru.
Por todo lado leste da região, de norte à sul, na base da cordilheira corre um trecho da floresta de Mundeo (bem menor que na região norte). A floresta tem sua fase de transição na província de Galibi (cujo território é ocupado metade dele pela floresta) e mais ao sul predomina uma floresta temperada, com pouca variedade de flora e árvores espaçadas. Nessas florestas encontramos a majestosa araucária gigante, uma árvore típica desse clima e que pode chegar a mais de oitenta metros de altura. Na região sul, principalmente na província de Iuru, a floresta ganha outro nome e passa a ser chamada de Floresta Encantada, isso graças a grande variedade de criaturas fantásticas que é possível encontrar nelas e principalmente devido ao povo Jeterê, um povo não humano, que vive nessas florestas e que são atribuídos poderes mágicos.
O principal rio da região é o rio Piraí, que corta a grande cidade de Taba ao meio, vindo das montanhas no leste.

Economia:
A região dos maiores comerciantes do Grande Reino, alguns com fortunas muito maiores que diversos grandes nobres da região central e norte, a principal atividade não poderia ser outra senão o comércio. Os burgueses do sul transportam mercadorias com seus navios e em suas caravanas, cobrando um bom preço para isso, além de fazerem empréstimos cujos juros lhes garantem alta rentabilidade. Fala-se que não existe um nobre que não deva dinheiro para a família Lewis, mais rica família da região.

Outras atividades são, por exemplo, a pesca: Mbê, aleijado de ter o maior porto do Grande Reino também sobrevive da pesca nas calmas águas da baía de baíra, assim como diversas vilas ao longo do litoral das províncias de Iuru e Apecatu e nas margens do rio Piraí. Os guias das montanhas, especialistas na travessia da cordilheira na província de Biaça, garantem sua renda e são a principal atividade da província. Na pobre província de Galibi, a coleta de variados produtos feita na floresta tem grande importância na economia local, apesar dos perigos oferecidos por essas florestas (o principal deles são os terríveis lusions). A produção agrícola cumpre o papel de abastecer as cidades (principalmente Taba) ou são unidades familiares auto-sustentadas, porém poucos são os camponeses que não vivem endividados com os comerciantes das cidades.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário