Extremo Leste
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Reinos: Puxirim, Buiaga,
Upaba, Abati, Hua, Bupeba
Principais famílias:
Puxirim – Martel
Buiaga – Augustin
Upaba – Belrose
Abati – Blanchet
Hua – Borde
Bupeba – Abel
História:
No ano de 630, o Grande
Reino de Nictheroy – que na época se resumia a região central e a região norte –
passou por uma das maiores tragédias de sua história: a Grande Fome. A soma de
um afastamento do Império do Oeste no comércio com o Grande Reino de Nictheroy
(pois este estava dedicado à sua própria expansão para o ocidente), uma
sucessão de más colheitas e o aumento da exploração servil por parte dos
nobres, tentando compensar os dois problemas citadas anteriormente, levou à uma
das maiores crises de fome já vistas na história do Grande Reino. A fome levou
às doenças e milhares de pessoas morreram nos anos que se seguiram. Vilas
inteiras sumiram do mapa e cidades de esvaziaram. Como consequência direta
dessa tragédia, estoura na região norte uma grande revolta popular em 632, que
rapidamente se espalhou para a região central. Castelos inteiros foram
queimados, nobres grandes e pequenos foram assassinados, onda de vingança dos
camponeses explorados.
Somente em 633 a
revolta é massacrada quando o Grande Rei Gerald Silver convoca todos seus
vassalos para irrigar os campos com o sangue dos servos. Esmagada a revolta os
problemas que levaram à ela não foram resolvidos e os nobres, sem o inimigo
popular que os unificava, começam a se agitarem entre si e Gerald Silver teme
por seu trono. Para dar um objetivo, com apoio total da Santa Igreja, ele
ordena uma cruzada para o leste, com o objetivo de expandir o Grande Reino para
além das cordilheiras Mictian e levar a civilização para os povos bárbaros. As
cruzadas começaram de fato no ano 635 com liderança do próprio Grande Rei. No ano
seguinte eles já haviam percorrido todo o sul, ultrapassado o canion Caninana e
chegado ao Grande Mar sem encontrar muito que valesse a pena, apesar de
inúmeros perigos. Não havia tecnologia para passar para o leste contornando a
cordilheira pelo mar e a única alternativa foi atravessar as montanhas em sua
parte mais estreita, ali mesmo no sul. Por fim, 641 o exército real chegou ao
lado oriental das montanhas e logo perceberam que valia a pena.
O extremo leste, que
ficaria conhecido como Vale Próspero, era uma imensa planície entre a
cordilheira Mictian e um braço dessa cordilheira que pelo litoral estava há
cerca de 500 km de distância. O vale é irrigado por três rios grandes e
centenas de outros rios, que garantem, junto com outros fatores, a terra mais
fértil de todo o Grande Reino de Nictheroy. Assim, rapidamente o Grande Rei
distribuiu imensos pedaços de terras dividindo o vale em 5 grandes reinos que
teriam o objetivo de ocupar, espalhar a religião e principalmente produzir
naquela terra que seria o celeiro do Grande Reino.
Dessa forma, numa
segunda expedição em 645, o Vale Próspero seria a última região incorporada ao
Grande Reino de Nictheroy. Mas nem tudo foi uma maravilha. Os nobres do norte
se sentiram lesados na distribuição das novas terras descobertas e pressionou o
Grande Rei por maior reconhecimento. Porém, os nobres da região central,
forçaram impediram qualquer negociação. O resultado foi a guerra. Apesar de
nenhuma batalha ter sido travada no Vale Próspero, a guerra definiria o destino
da região. Em 650 o que ficaria conhecido como Guerra de Honra no norte e
Guerra ao Norte no resto do Grande Reino, terminou com a vitória do exército
dos reinos centrais e a morte do rei de Pauá, que liderou a revolta. Em compensação,
um sexto reino foi criado ao norte do Vale Próspero, na região mais pobre e
próximo ao temível vale da sombra, e dado para que o rei de Capão (o reino que
traiu seus aliados nortenhos).
Geografia:
O extremo leste fica
num largo vale entre a cordilheira Mictian e um braço dessa mesma cordilheira
que se abre a mais de 1000 km do litoral e ganha o nome de cordilheira Paba. No
litoral, sua extensão mais larga, o vale tem 500 km de extensão. Há também,
próximo ao litoral, dois imensos lagos (Aguapé e Tipioca), maiores que diversos
reinos e que ajudam a manter o índice pluviométrico da região bem alto.
O vale próspero é, de
longe, a maior região de todo Grande Reino e por isso é possível encontrar uma
variedade climática grande. O extremo sul, no reino de Upaba é o lugar mais ao
sul do Grande Reino e por isso é também o mais frio. Apesar de que no período
de Ausûb é possível alcançar temperaturas relativamente altas, nos períodos
invernais é comum a neve cobrir diversas áreas por vários dias.
O rio Cangari é o maior
rio de todo o Grande Reino, com cerca de 1.200 km de extensão. Ele desagua no
lago Aguapé, depois de serpentear por quase todo o vale próspero. Em sua foz encontramos
um clima tão frio como o sul da região sul, porém, conforme subimos em direção
à sua nascente, a temperatura também esquenta e antes dele cruzar a fronteira
norte do Extremo Leste, no reino de Hua, encontramos temperaturas tão altas
como da cidade de Uirapa na região norte.
Apesar da variação
climática grande, o extremo leste tem características semelhantes em quase todo
seu território, com grandes campos de gramíneas irrigados por inúmeros rios.
Porém, existe uma terra escura e sinistra, seda e morta conhecida como vale da
sombra. O vale da sombra já não pertence ao Grande Reino de Nictheroy, pois não
havia motivos para levar a ocupação até lá. Ele se localiza para além da
fronteira norte do extremo leste, bem onde a cordilheira Paba se junta com a
cordilheira Mictian. A proximidade de montanhas tão altas em ambas as
extremidades do vale, que lhe caracteriza como uma terra escura e sinistra. É
da ponta deste vale que nasce o rio Cangari.
Economia:
No vale próspero,
diferentemente do resto do Grande Reino, predomina propriedades rurais imensas,
produzindo em monocultura para a exportação, principalmente no litoral e nas
margens dos principais rios e dos lagos.
Os servos são obrigados a trabalharem extensivamente nessas terras, mas
podem ter uma pequena propriedade para a produção alimentícia voltada para o
consumo do feudo e da família. No extremo sul as principais culturas são de
algodão, trigo e cevada. Pouso mais acima, ao norte dos grandes lagos,
predomina o café e a soja até quase a fronteira norte. No extremo norte
prevalece a cana-de-açucar.
Longe de rios, lagos e
do mar, predomina a criação de animais com ovelhas, cabras e cavalos mais ao
sul e gado bovino do centro ao norte. A economia da região é voltada, portanto,
inteiramente para a venda desses produtos aos comerciantes que irão exportá-los
a partir do Grande Porto em Ocara. Os melhores cavalos de batalha também são
dessa região.
Nos primeiros tempos de
ocupação do vale próspero estouraram inúmeras revoltas camponesas devido ao
trabalho forçado nas grandes plantações e à fome gerada pela falta de produção
para consumo. A situação chegou a ser tão crítica que atingia até mesmo os
nobres em seus castelos. A partir de 730, depois de uma última grande revolta
de fome, os reinos adotaram a obrigatoriedade de cada núcleo familiar de servos
tivesse uma pequena propriedade para alimentos voltados ao consumo, o que melhorou
a situação da região.

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