sábado, 7 de setembro de 2013

Descrição das regiões: Região Norte

Região Norte:
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Reinos: Capão, Guarini, Pauá, Tanguapena, Mundeo

Principais famílias:
Pauá – Nagel
Capão - Becke
Guarini – Van Tonder
Tanguapena - Carver
Mundeo – Dreher

História:
De todas as regiões do Grande Reino essa foi certamente a mais difícil de ser ocupada. Assim que Arariborn chegou as terras ao leste do Mar Pequeno onde construiria o Grande Reino de Nictheroy, distribuiu feudos na região central para famílias nobres do Império do Oeste e, da mesma forma fez com o norte. Porém, aquela era uma região densamente ocupada por diversas tribos bárbaras do litoral até metade do caminho para a Cordilheira Mictian e por uma densa floresta equatorial na outra metade. Tais terras foram doadas para os guerreiros da antiga tribo de Arariborn, agora convertidos à religião oficial e aos costumes civilizados. Diz-se na região central que o Grande Rei fez isso para se manter próximo da verdadeira nobreza e deixar os novos civilizados longe. Na região norte conta-se que Arariborn assim procedeu, pois em termos de guerra só confiava em seus antigos companheiros tribais e nunca na pequena nobreza do Império do Oeste.
Coube a Menosur, irmão de Arariborn liderar a Guerra de Conquista do norte. Inúmeras dificuldades foram encontradas ao longo de anos de guerra. O litoral sul da região, mais próximo do norte foi o primeiro local a ser tomado no ano de 501, mas o avanço foi barrado no Deserto Cay, para onde alguns homens bárbaros fugiram. Ali foi fundado o reino de Guarini. A grande ilha que fica a poucos quilômetros do litoral foi em seguida ocupada em sua região leste no ano de 502, aos pés da grande serra de Capão que corta a ilha ao meio. O lado oeste da serra, voltado para o Mar Pequeno, foi declarado parte do reino de Capão, mas nunca efetivamente ocupado, tendo suas florestas um abrigo perfeito para piratas e corsários. Menosur então levou seus exércitos para leste, ao longo da margem do rio Anamoti. O avanço foi lento e sangrento, mas seus exércitos eram tão obstinados quando ele e finalmente chegaram à fronteira da imensa floresta equatorial conhecida como Mundeo. Ali, no ano de 507, Menosur fundou a cidade de Uirapa para ser a capital do reino de Pauá, onde construiria seu castelo. Mas o guerreiro não parou por aí e logo levou seus exércitos para o norte, ao longo de uma terra seca e pedregosa, mas que se mostrou rentável, pois era rica em minério de ferro. Não demoraram para atingir “A Muralha”, uma barreira natural formada por uma grande depressão que se iniciava no Deserto Cay e cortava o reino para dentro da Floresta de Mundeo. Vários guerreiros disseram para estabelecer ali o limite norte do Grande Reino, inclusive o próprio Arariborn o Grande Rei. Mas Menosur não deu ouvidos conseguiu ultrapassar “a muralha” onde esta era menor, na fronteira com o deserto Cay. Ao norte do deserto encontraram um povo bárbaro que vivia de grandes minas de ouro, mas não usavam para o comércio, mas sim para ornamentação e adoração de seus deuses. Seu dificuldades, parte do exército de Menosur tomou essa região e suas jazidas em 509 e mais alguns bárbaros preferiram se refugiar no terrível deserto. As jazidas foram entregues ao reino de Guarini, pois foi o exército da família real do reino quem garantiu a vitória. Menosur então completou sua participação na Guerra de Conquista, expulsando os últimos povos bárbaros para o norte e estabelecendo a fronteira final do Grande Reino no ano de 510. Mandou que fosse construído ali o forte Batarra, mas morreu antes que tivesse concluído.
A morte de Menosur não terminou com a Guerra de Conquista. Seu filho Axel avançou para o leste, para dentro da Floresta de Mundeo. A grande derrubada de árvores para a construção de navios, casas etc justificava a guerra. Mas rapidamente eles viram que não seria assim tão fácil. Os conquistadores tiveram contato com um povo que vivia na floresta. Não eram humanos e ficaram conhecidos como Curupis. Tinham cabelos vermelhos como fogo, olhos igualmente vermelhos e pele morena avermelhada. Viviam semi-nus desfrutando de tudo que a diversidade da floresta proporcionava. Em batalha, montavam terríveis javalis gigantes e usavam lanças de madeira com ponta de ferro, além de terem uma mira fenomenal com o arco-e-flecha. Axel morreu no ano de 513 e a guerra foi prosseguida por Erich Nagel, que se declarou herdeiro do trono de Axel em Pauá. Em dez anos uma grande parte da floresta havia sido devastada com as guerras, fazendo o povo curupi recuar para leste, na direção da cordilheira Mictian. Em 523 foi fundado o reino de Tanguapena. Erich Nagel dizia ser questão de honra chegar às grandes montanhas e isso custou milhares de vidas humanas e curupis, mas finalmente ele alcançou a base das cordilheiras em 529, morrendo assim que lá chegaram. Nesse mesmo ano foi fundado o reino de Mundeo, mas 90% do seu território ficou coberto pelo que restou da Floresta de Mundeo e a família Dreher, herdeira do reino, preferiu manter uma paz tensa com o povo curupi.
Assim se completou a árdua conquista do norte. Alguns dizem que o final dessa história só se dá no ano de 610, quando os reinos do norte, liderados por Pauá, conseguiram deter o avanço de um imenso exército de coalizam dos povos bárbaros, sobre a bandeira de um único rei.

Geografia:
Esta é, certamente, a região com a maior variedade geográfica do Grande Reino de Nictheroy. A ilha do reino de Capão no Mar Pequeno é cortada por uma grande serra que impede a entrada de ventos húmidos no continente e é um dos motivos da existência do Deserto Cay que se estende do litoral da região dois terços do reino de Guarini e o oeste do reino de Pauá. O imenso rio Anamoti, o maior do lado oeste das cordilheiras e segundo maior de todo Grande Reino, tem em suas margens uma larga planície de inundação, que cria um solo fértil e ameniza a temperatura normalmente quente da região e a irriga com chuvas regulares. Se afastando do rio para o interior do reino de Pauá encontramos uma planície seca e rochosa, rica em minério de ferro e com o predomínio de uma flora rasteira e adaptada a climas secos. Após “a muralha”, o terreno fica mais seco e mais acidentado, com colinas rochosas, se destacando no terreno irregular. O reino de Tanguapena tem seu interior muito parecido com o interior de Pauá, mas a sua região sudeste é ocupada pela floresta de Mundeo que margeia toda a cordilheira Mictian, mas que na região norte é onde ainda tem um tamanho razoavelmente grande em comparação ao resto do Grande Reino. A mesma floresta de Mundeo ocupa quase todo o reino que leva o mesmo nome. Nessa região de floresta o clima é extremamente chuvoso, quente e abafado em todos os períodos do ano.  

Economia:

Devido a sua tradição guerreira e ao terreno rico em minério de ferro e outros minérios a região norte tem uma produção variada de armas reconhecida como as melhores em todo o Grande Reino de Nictheroy e até mesmo requisitada fora dele. A venda de armas é, portanto, a principal renda da região e que compensa através da troca com produtos alimentícios a maior parte de suas regiões que são praticamente estéreis. Nas zonas férteis ao redor do rio Anamoti na fronteira sul da região e no reino de Mundeo, a produção de alimentos é variada e atende o abastecimento dos feudos locais e quando sobra algum excedente, abastece as zonas secas. A produção de ouro no norte do reino de Guarini era, no início do Grande Reino impressionante, porém, séculos depois não sustenta por si só a riqueza do reino, ainda mais devido ao fato das rotas do ouro serem as mais perigosas (pelo mar é constante o ataque de piratas e pelo deserto Cay, os homens do deserto cobram grandes tachas para transportar o ouro em suas caravanas). Por fim, é famosa também a produção de caxiri, uma bebida derivada da fermentação de batata doce, e é fato conhecido no Grande Reino que o reino de Capão tem boa parte de suas riquezas, derivadas de acordos secretos com os piratas que vivem na floresta dos piratas do outro lado da serra de Capão.

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