quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Como surgiu "Guerras de Nictheroy"

 Toda grande, ou média cidade moderna, principalmente aquelas localizadas nos países do chamado 3º mundo, é marcada por contrastes evidentes em suas paisagens. É difícil definir as características típicas de qualquer uma dessas cidades de forma generalizante no campo físico, urbanístico e cultural, pois podemos dizer que existem em cada uma delas "dezenas" de micro-cidades com características e percepções próprias de si e do outro. Essas partes convivem entre si diariamente no cotidiano caótico social, nas relações de poder e dominação, contribuindo dialeticamente sem, contudo, perder suas características próprias.

Eu, Renan C. P. Soares, vivo em uma dessas cidades chamada Niterói, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro. Sou um fã apaixonado por fantasia medieval e um discípulo de Tolkien. Nesse sentido sempre quis escrever uma história baseada num mundo próprio, com características medievais e elementos de fantasia. Observando Niterói, com todas aquelas características já citadas acima, tive a ideia de misturá-la com a literatura que pretendia e assim surgiu "Guerras de Nictheroy".

Sendo assim, peguei as principais características de cada região da cidade de Niterói (centro, sul, norte e região oceânica) e adaptei para um cenário medieval (onde a "região oceânica passou a se chamar Extremo Leste). Apesar do contorno do mapa do "Grande Reino de Nictheroy" ser o mesmo que da cidade de Niterói - ainda que muito ampliado* - me concentrei mais nas características subjetivas de cada uma dessas regiões para fazer a adaptação. Relações inter-humanas, características sociais gerais, relações políticas e de poder etc.  Há também referências a própria história da cidade, que um niteroiense poderia facilmente identificar, mas que não exclui um não conhecedor do entendimento da história própria do livro. É claro que houve a preocupação de não cair em anacronismos históricos.

Como a maior parte das histórias de fantasia medieval, ela não deixa de ser de certo modo "eurocêntrica", já que parte de uma adaptação e interpretação de um contexto histórico tipicamente europeu. Assim,.a maior parte dos nomes de personagens são de origem européia. Ainda assim, tive a preocupação de trazer algumas características próprias de nosso país. O hemisfério em que o reino está localizado, por exemplo, é o equivalente ao sul, sendo, portanto, o norte mas quente e o sul mais frio. Os nomes de paisagens, territórios etc, assim como dos personagens das classes mais baixas da sociedade, tem nomes de orgiem tupi-guarani, o que pode levar também a interpretações do papel que cumpriu a Europa em nosso contexto histórico. Por fim, nossas lendas e mitos também foram adaptadas para comporem o cenário fantástico da história. Ou seja, você não encontrará elfos, anões, halflings e orcs, mas se deparará com o povo Jeterê, Curupi, Kurupi das sombras, e monstros como o lagarto gigante com sete cabeças caninas chamado Teju Jaguá, a serpente gigante Naonai, sereias e muito mais. É importante lembrar que esses mitos e lendas também são adaptados à história e não incorporados na integra. Há também seres e monstros inventados por mim.

Então seja bem vindo ao Grande Reino de Nictheroy e viva essa incrível aventura.

*O tamanho total do grande reino é de pouco menos de 1 milhão de quilômetros quadrados (um pouco menos que a Bolívia)

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